As palavras de Eugénio de Andrade interpretadas por corpos surdos mas vibrantes e cheios de som, que enchem o espaço com o movimento, explorando o corpo das palavras, criando coreografias do gesto. QUASE NADA promove uma intensa troca corporal, onde as vírgulas, os tempos verbais, os sentimentos e as intenções serão tocados num orgânico teclado de notas que vibram para além do som e que se estendem por todo o espaço.
QUASE NADA é um ciclo de vida íntima e emocional daqueles que vivem o ritmo do tempo, sem medo das curvas. E atravessam o calor do Verão e o frio do Inverno com a mesma paixão.
QUASE NADA é um lugar pequenino e nada pretensioso onde os desejos e as frustrações, os encontros e os desencontros acontecem sempre com o sabor da fruta da época como forma de suportar as palavras.
Nas cores das estações transformam-se os ritmos dos dias e tudo muda, até porque lá fora as árvores também se despem. Com QUASE NADA rasgam-se paredes e rompem-se os dias, abrindo espaço à brisa de novos lugares.
Criação: Colectiva
Direcção Artística: João Pedro Correia
Assistência Direcção: Rosário Costa
Apoio de Português em Língua Gestual Portuguesa: Isabel Amaral
Direcção Musical: António Sérginho
Interpretação: Diana Silva, Eva Fernandes, Hugo Freitas, Joana Silveira, Mélissa Silva, Pedro Frias, Ricardo Cottin, Sofia Gomes, Sofia Quintas, Tatiana Viana
Cenografia: Ana Gormicho e Daniel Teixeira
Figurinos: PELE
Desenho e Operação Luz: Pedro Cabral
Registo Imagem: César Pedro
Imagem Gráfica: Nuno Patrício
Produção Executiva: Joana Ventura
Produção: PELE
Co-Produção: Associação de Surdos do Porto, Serviço Educativo da Casa da Música, Serviço Educativo da Fundação Ciência e Desenvolvimento da Câmara Municipal do Porto
Projecto financiado pela Secretaria de Estado da Cultura / DGArtes (Direcção-Geral das Artes).
mais info: http://www.teatromunicipaldeportimao.pt
