METO A COLHER!?
PELE
PRAÇA DA BATALHA – das 17h às 21h
Esta instalação/performance contínua resulta da pesquisa e aprofundamento do tema da violência doméstica, ao longo dos últimos cinco anos, através de vários projectos com diferentes populações, nomeadamente vítimas e agressores.
Numa estrutura em forma de cubo, vários intérpretes alternam entre si e recriam quadros domésticos, retratando as diferentes formas de violência no contexto da esfera privada. Como fundo, uma sonoridade constante e cíclica que sustenta a violência doméstica e a improvisação dos intérpretes.
Diz o ditado popular que “Entre marido e mulher ninguém mete a colher!”. Pegando nesta máxima tão profundamente enraizada no quotidiano dos portugueses, esta proposta transfere o espaço privado para o espaço público, desnudando-se aquilo que muitas vezes preferimos não ver, ouvir ou saber.
O público opta se entra, ou não, neste espaço íntimo, para que simbolicamente possa, ou não, “meter a colher”.
Esta instalação / performance integra em cena pessoas da comunidade do Porto, que participaram num Laboratório Artístico e são provenientes dos grupos de teatro comunitário dinamizados pela PELE.
Criação
PELE 2008
Direcção Artística
Hugo Cruz
Criação Musical Original
Miguel Ramos
Interpretação
Eva Fernandes, João Pedro Correia, Manuel Magalhães, Maria João Mota e elementos da comunidade local: António Ferreira, Alexandra Filipa, Cristina Queiros, Irene Oliveira e Ruben Pereira
Interpretação musical
Afonso Passos, Miguel Ramos e elementos da comunidade local
Cenografia
PELE / Carlos Pinheiro
Concepção estrutura cenográfica
Suricata Design Studio
Figurinos
PELE
Styling
Katharina Flemming
Operação de som
Afonso Passos
Produção executiva
Joana Ventura
Design Gráfico
Nuno Patrício

